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segunda-feira, 11 de março de 2013

Sistemas de Apoio à Decisão Estratégica - Quem tem medo dos números ?





Os indicadores integrados em processos operacionais são usados com relativa facilidade. 

Porém se implicam decisões estratégicas, irão os indicadores sobreviver ?


quarta-feira, 7 de março de 2012

Os 3 rostos da identidade dos Sistemas de informação, segundo Omar El Sawy





O artigo “3 faces of IS identity: Connection, Immersion, and Fusion” de Omar El Sawy foi escrito de forma complementar a dois outros artigos também publicados na CAIS (Revista dedicada à investigação e teorização dos sistema de informação). Estes dois artigos sugerem dois núcleos de investigação para os Sistemas de Informação que variam entre o puro artefacto TI  e os Sistemas de Informação com as suas relações inter e intra organizacionais. O artigo acrescenta uma nova perspetiva de análise dos SI, subdividindo-a em três vistas.

A mais antiga (1970-95), denomina-se vista de conexão e remete para um modelo de artefacto tecnológico-Informativo(TI) separável do processo de trabalho. O artefacto TI é uma ferramenta de apoio e não está embutida no processo.


Na vista de imersão (1991-2011) o artefacto TI já não separável do processo organizacional, fazendo mesmo parte dele. O processo de trabalho interliga-se com o sistema de informação com forte dependência.


A terceira vista denomina-se vista de fusão (2004-…) e perspetiva o estudo das TI através de um novo modelo sistémico onde o artefacto TI funde-se com o quotidiano, a personalidade dos utilizadores, perdendo os habituais limites de espaço-tempo dos sistemas e artefactos abordados pelas vistas anteriores. Trata-se de um sistema aberto ao ambiente envolvente e baseado em três propriedades que o definem:

• A propriedade dos dois domínios onde existe um potencial explícito e outro implícito, mas que intervém no sistema.

• A propriedade da unicidade que mantém o sistema diretamente ligado ao contexto e interage com ele, tornando sistema e contexto uma coisa apenas.

• A Propriedade holística que não permite dividir o sistema em sub-partes, ou seja “o todo organiza e precede as partes”.


A vista da fusão é, para mim, a mais inquietante como perspetiva de investigação e novas teorizações. Em tempos, os românticos da ficção-cientifica criaram o cyborg (metade- homem metade-máquina). 


El Sawy, em 2003, perspetiva uma nova ordem para os sistemas de informação, em que as organizações e os indivíduos interagem nos processos e no contexto com artefactos TI que substituem a sua forma de ver, de tomar conhecimento e de intervir. Conceitos que ganham dimensão no meio dos SI, como a Big Data ou os Processos inteligentes que se ajustam através de modelos de inteligência artificiais, são vetores importantes para a materialização da vista da fusão. 


Agora que a informação digital está por todo o lado, tenhamos meios para a recolher e a tratar de forma inteligente, e certamente que obteremos resultados importantes. Os nossos olhos, a nossa voz e os nossos braços nunca tiveram tão  prolongado   alcance.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

O mundo em tempo real

Em consonância com as expectativas dos consumidores e a resposta dos fornecedores (ou vice-versa), podiamos definir algumas etapas do processo histórico-industrial: 1º Era da Automatização; 2º Era da Produção3º Era da Qualidade.  A sociedade actual entrou numa fase a que podemos chamar o Período do Tempo Real

Hoje, as expectativas de quem consome relevam o desejo da personalização, disponibilidade e interacção. O modelo das organizações e dos seus sistemas de informação, que corporizam o “sistema nervoso” das mesmas, procuram a necessária adequação. A personalização é uma consequência natural do individuo da era moderna e pós-moderna. Actualmente, onde a posse dos objectos e serviços mínimos está garantida para a maioria dos habitantes da civilização ocidental, a disponibilidade nasce com a criação da rede mundial de comunicação de dados, World Wide Web. Os novos modelos de comunicação tendem cada vez mais a entregar competências de emissor, a quem até então era apenas receptor. É baseado neste conceito de interacção que nasce a Web 2.0. O indivíduo e a organização aproveitam (ou não) este canal para reformular os seus processos, tornando-os mais leves, menos onerosos e mais controlados.

Bibliografia: "Organizações em tempo de real" - José Temudo de Castro, António Duarte Cunha e Maria José Leal - Ed.Sílabo