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segunda-feira, 16 de abril de 2012

Informação - Uma História, Uma Teoria, Um Dilúvio




James Gleick, um dos grandes nomes da divulgação científica e autor de bestsellers, apresenta-nos agora um livro já considerado a sua obra-prima, surpreendente e revolucionária, que nos mostra como a informação se tornou a qualidade que define a era moderna – o sangue, o combustível, o princípio vital do nosso mundo.

Desde a invenção de escritas e alfabetos até aos tambores falantes de África, incompreendidos durante tantos anos, Gleick conta-nos a história das tecnologias da informação que mudaram a própria natureza da consciência humana. Apresenta-nos as personalidades que contribuíram para o desenvolvimento da compreensão atual da informação: Charles Babbage, o inventor do primeiro grande computador mecânico; Ada Byron, a brilhante e condenada filha do poeta, que se tornou a primeira programadora verdadeira; figuras fundamentais como Samuel Morse e Alan Turing; e Claude Shannon, criador da teoria da informação.

Uma história muito bem escrita e de leitura fácil, onde a INFORMAÇÃO  é a protagnista e a sua  automação o enredo central.

sábado, 13 de novembro de 2010

O elogio da Informática


Perseu (simbolo da leveza), decapita a Górgona(simbolo do peso), cujo olhar petrifica

Num mundo, onde a economia marca a agenda de governos e cidadãos, as tecnologias de informação não foge à regra. Porém, existem outras perspectivas mais clássicas e não por isso menos interessantes.

Falo-vos de Italo Calvino, que escreveu no primeiro ensaio, "A leveza", em "Seis propostas para o próximo milénio" da editora Teorema.

Passo a citar:" Hoje em dia todos ramos da ciência parecem querer  demonstrar-nos que o mundo assenta em entidades delicadíssimas: tal como as mensagens de ADN, os impulsos dos neurónios, os quarks, os neutrinos vagueando pelo espaço desde o princípio dos tempos...

É também a informática. É verdade que o software não poderia exercer os poderes da sua leveza senão pelo meio do peso do hardware; mas é o software que comanda, que actua sou sobre o mundo exterior e as máquinas, que só existem em função do software, evoluindo de modo a elaborar programas cada vez mais complexos. A segunda revolução industrial não se apresenta como a primeira com imagens esmagadoras como prensas de laminadoras ou torrentes de aço, mas sim como os bits de um fluxo de informação que corre por circuitos sob a forma de impulsos electrónicos. Continuam a existir máquinas de ferro, mas obedecem aos bits sem peso."